quarta-feira, 20 de março de 2013

Secretário de Segurança Pública, Fernando Grella ausente!

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A mesa vazia com a ausência do secretário na audiência na Faculdade de Direito do Largo São Francisco na Capital paulistana

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Retratos das vítimas no cartaz das “Mães de Maio e familiares de vítimas da violência”

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Auditório com representantes de movimentos sociais e familiares das vítimas.

Audiência prevista para discutir violência contra jovens negros, pardos e periféricos, não ocorreu em função da ausência do Secretário de Segurança Pública, a audiência que ocorreria na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP) nessa noite de terça-feira (19/3) no auditório da Faculdade no Largo São Francisco em São Paulo.

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Presentes várias autoridades de diversos órgãos e entidades aguardando o Secretário Fernando Grella, porém decepcionando os presentes quem compareceu foi o assessor do secretário Eduardo Dias no lugar do secretário.

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Eduardo Dias assessor ouve cobranças pela ausência do secretário Grella pelo Rapper Pirata

Os movimentos sociais formados pelo “Comitê Contra o Genocídio contra a População Preta, Pobre e Periférica” entenderam como um insulto a ausência do secretário já que diversas entendimentos se faziam desde a posse do Secretário de Segurança. A falta de dialogo com a ausência prometida do secretário Fernando Grella fez os movimentos sociais impedirem o assessor Eduardo Dias de falar. Aos gritos de “Cadê o secretário?” os manifestantes saíram em passeata.

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Os manifestantes tomaram a rua e seguiram para a Secretaria de Segurança Pública, que é no Largo São Francisco próximo da Faculdade, o grupo ocupou o saguão da Secretária procurando ser atendido pelo secretário, que não os atendeu. Durante vários minutos os manifestantes leram documentos e falaram palavras de ordem pedindo justiça para os seus familiares mortos.

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Douglas Belchior ergue uma foto das vitímas.Audiencia Publica Secretario 151

Milton Barbosa do Movimento Negro Unificado - MNU

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Secretaria após a retirada dos manifestantes

O prédio foi logo cercado pelas viaturas da Polícia Militar, várias viaturas estacionaram em frente ao edifício aguardando. Os manifestantes deixaram o local tranquilamente.

Depois o assessor Fernando Dias justificou a ausência do secretario Grella, alegando que ele participava de uma reunião com o comando da Polícia Militar, com os delegados de polícia desde o início da tarde. O assessor disse que “é difícil a comunicação com os movimentos” para avisar que o secretário não compareceria e tentar marcar outra audiência. A audiência marcada para ontem (19) havia sido marcada com bastante antecedência e a ausência do secretário e as desculpas quebram uma linha de entendimento.

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Os movimentos sociais se irritaram com a posição do secretário e com sua falta de compromisso ao já acertado, Chico Bezerra integrante do “Grupo Tortura Nunca Mais” resumiu numa frase o sentimento “Isso é uma demonstração de falta de respeito com os movimentos sociais.”.

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Funcionários fotografando os manifestantes

No documento das entidades cobrando a diminuição da violência policial e a investigação das denúncias do envolvimento de policiais em grupos de extermínio.

A morte de cinco jovens em Guarulhos no último dia 26 é apontada no texto, pedindo uma explicação 'Sem motivo aparente, cinco jovens foram executados e um alvejado, em uma ação típica de grupos de extermínio',

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'É fato que grupos de extermínio têm assombrado as periferias há algum tempo, e o governo do estado de São Paulo nada tem feito para apurar tal situação', aponta o documento. A falta de diálogo do Secretário não comparecendo abre uma falta de comunicação com os movimentos populares.

sexta-feira, 15 de março de 2013

Tortura de africanos em clandestinos em navio em Ilhéus

 
AFRICANOS CLANDESTINOS SÃO TORTURADOS EM NAVIO DE CACAU ANCORADO EM ILHÉUS

O que ocorre com africanos clandestino nesse navio em Ilhéus, é chocante um ato lembrando os dias da escravidão. Talvez pior, os tripulantes dos navios negreiros procuravam tratar bem os africanos escravizados eram sua mercadoria e seu lucro.

Nesse momento em que o Brasil abre as portas para imigrantes é bom ver a maneira em que os imigrantes africanos e latinos são tratados. A palavra negro vem da ideia de de escravo, tantos os africanos escravizados, como os nativos da América que eram chamados de “negros da terra”. A escravidão com suas perversidades atingiu tanto os nativos como os africanos. A mancha branca da escravidão sobrevive até hoje no racismo e preconceito.

 

Confira o vídeo gravado na em 23 de março de 2012, no Porto de Ilhéus.

 

Um funcionário do Porto Internacional do Malhado, em Ilhéus, filmou parte da tripulação de um navio cargueiro praticando o que aparenta ser tortura contra um dos três cidadãos de Gana que viajaram clandestinamente até o Brasil. O navio partiu da Costa do Marfim com carga de cacau. A tortura ocorre enquanto os ganeses aguardam procedimentos para serem deportados. O caso está sendo investigado pela Polícia Federal. A carta de cacau é destinada aos parques de moagem da Cargill, ADM e Barry Calebaut, em Ilhéus, e Delfi Cacau, em Itabuna, segundo o presidente do sindicato dos trabalhadores das indústrias moageiras, o Sindicacau, Luiz Fernandes. De acordo com o Pimenta na Muqueca, Fernandes solicitou apuração rigorosa das denúncias de tortura e maus-tratos. O navio está atracada desde o dia 20 em Ilhéus, mas somente na sexta, 23, a polícia foi comunicada da presença de clandestinos africanos no navio.

 

26 de março de 2012

quinta-feira, 14 de março de 2013

Preconceito contra refugiados africanos

Refugiados africanos enfrentam pobreza e preconceito no Rio

 

A vida aqui para o refugiado é muito complicada. Chegamos aqui e não tem casa", disse Ben, que mora em uma favela carioca

A vida aqui para o refugiado é muito complicada. Chegamos aqui e não tem casa”, disse Ben, que mora em uma favela carioca

Em meados do ano passado, o alfaiate Ben* se viu obrigado a deixar às pressas sua casa, que ficava próxima à cidade de Goma, no leste da República Democrática do Congo. Rebeldes do movimento M23 invadiram a região e, na troca de tiros com as tropas do governo, sua mulher foi baleada e morta. Para fugir, Ben atravessou a fronteira com Uganda e, de lá, tomou um avião em direção ao Rio de Janeiro.

No Brasil há cerca de seis meses, Ben ganhou status de refugiado  o que permite que ele possa permanecer no país e ganhe assistência. Mesmo assim, ele continua tendo de lidar com alguns problemas não muito diferentes daqueles que enfrentava no Congo. “Eu moro no Rio Comprido (bairro da zona norte do Rio). Moro sozinho, em uma favela. Escuto sempre barulho de tiros “, diz Ben, cujo verdadeiro nome, assim como os de outros refugiados, não será divulgado nesta reportagem para impedir sua identificação.

- A (vida na) favela é muito complicada, mas a gente tem que se acostumar. Eu tenho medo, o barulho de tiros é complicado – disse o alfaiate de 39 anos durante uma aula de português na sede da Cáritas Arquidiocesana do Rio de Janeiro, instituição católica que atua na assistência e acolhimento a refugiados em convênio com o Acnur (Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados) e o Conare (Comitê Nacional para os Refugiados), órgão vinculado ao Ministério da Justiça.

Refugiados

O cenário enfrentado por Ben não é muito diferente daquele vivido por outros que chegam ao Brasil em busca de refúgio, a maior parte de origem africana. Sem dinheiro, sem conhecidos e com grandes dificuldades para conseguir trabalho, a grande maioria é obrigada a sobreviver com a ajuda de R$ 300 mensais fornecida pela Cáritas, que nem sempre chega a tempo e muitas vezes não é suficiente para pagar o aluguel de um quarto ou quitinete em comunidades carentes ou cortiços no centro da cidade.

A situação é dramática no caso dos congoleses, que depois dos colombianos formam a maior comunidade de refugiados do Rio de Janeiro, segundo a Cáritas. De acordo com a instituição, em dezembro do ano passado, 398 congoleses refugiados ou solicitantes de refúgio viviam no Rio. Esta é a maior comunidade de refugiados africanos no Estado desde a suspensão dos refúgios a angolanos, em outubro do ano passado, devido à melhora nas condições do país.

Rua

Falando apenas francês e línguas locais e com grandes dificuldades para aprender português, o primeiro grande desafio dos refugiados congoleses que desembarcam no Rio é encontrar moradia. “Eles não têm onde morar, não conhecem nada. Para você conseguir um abrigo para essa pessoa na rede da prefeitura, é uma missão impossível. Se estamos perto do Carnaval ou de algum grande evento, não conseguimos”, diz Fabrício Toledo de Souza, advogado da Cáritas, para onde os refugiados costumam ser encaminhados após chegarem ao Brasil por portos ou aeroportos.

Sem lugar para ficar, alguns são obrigados a passar algumas de suas primeiras noites no Rio dormindo na rua. “Foi um longo caminho para chegar aqui, uma pessoa me ajudou, fizeram documentos falsos”, diz a congolesa Camille*, de 31 anos, que chegou ao Brasil grávida e com dois filhos pequenos.

- Mas, depois que cheguei, a pessoa me deixou na rua com as crianças e foi embora. Tive que dormir na rua no primeiro dia – diz Camille, que atualmente mora no Jardim Gramacho, em Duque de Caxias, um dos redutos dos congoleses no Rio junto com favelas no bairro de Brás de Pina, na zona norte.

- Não tenho ninguém para me ajudar aqui, estou sozinha. Se não fossem os vizinhos, não sei como seria minha vida. O dinheiro (que ganho na Cáritas) só dá pra pagar o aluguel da casa.

Assim como todos os congoleses entrevistados pela BBC , Camille não pensa em voltar para seu país, temendo pela segurança dela e seus filhos. Mesmo assim, ela diz que as dificuldades que vem encontrando para viver no Brasil a surpreenderam. “Estou triste, minha filha está sem tomar leite, os outros estão com fome. Eu não tinha ideia que no Brasil ia encontrar coisas assim, não imaginava que um dia fosse dormir com fome no Brasil”.

Preconceito

Depois de ser perseguido e preso por suas atividades políticas no Congo, o engenheiro elétrico Pierre* se viu obrigado a deixar tudo e fugir da capital Kinshasa. Como grande parte dos congoleses que aqui vivem, o Brasil não estava entre suas primeiras opções de refúgio, mas circunstâncias e coincidências fizeram com que desembarcassem no Rio há cerca de cinco meses.

Enquanto espera que seu pedido de refúgio seja aprovado pelo Conare, Pierre segue procurando algo com que trabalhar, enquanto se sustenta com a ajuda da Cáritas. Sem conseguir pagar aluguel, desde dezembro ele dorme de favor em um depósito de uma igreja evangélica no Jardim Gramacho.

- Aqui não há consideração pelos refugiados, se você pede um emprego em qualquer lugar e apresenta os documentos que mostram que você é refugiado, eles não deixam trabalhar”, diz Pierre, que reclama do desconhecimento a respeito da situação dos refugiados no Brasil. “O brasileiro pensa que o refugiado é um homem que matou (alguém) no país dele e fugiu para cá, mas não é. O refugiado é uma pessoa que estava sofrendo na terra dele e fugiu para viver uma nova vida”.

Racismo

Boa parte dos refugiados acaba atuando como camelôs e em outros setores da economia informal. Outros, depois de algum tempo de adaptação, obtêm colocações mais estáveis. Depois de dois anos procurando trabalho, o congolês Carlos* conseguiu um emprego como mensageiro em um hotel de Copacabana. Ele ainda atua como voluntário na Cáritas, dando aulas de português para recém-chegados.

Em um português perfeito, entre elogios à receptividade do povo e à cultura e clima do Brasil, Carlos, no entanto, relata ter descoberto um traço pouco positivo da cultura brasileira: o racismo. “Tem uma boa parte da população que luta contra isso, mas dizer que não há racismo não é verdade, existe racismo aqui”, diz Carlos, que afirma ter se sentido discriminado em várias situações não pelo fato de ser refugiado, mas por ser negro.

- Mas pessoalmente, é muito difícil ter certeza (se houve preconceito em algumas situações). Algumas pessoas fazem isso com inteligência, para não parecerem racistas, é difícil saber se elas realmente foram preconceituosas.

Assistência

Responsável pela assistência aos refugiados no Rio de Janeiro, a Cáritas Arquidiocesana recebe recursos do Acnur (Alto Comissariado da ONU para os Refugiados) e do Conare, órgão vinculado ao Ministério da Justiça. Por meio de uma nota, a Cáritas afirmou que as reclamações apresentadas pelos refugiados são legítimas. “A Cáritas sabe que toda a ajuda que eles recebem é pequena. É preciso fazer muito mais e, além disso, sensibilizar a sociedade, as autoridades e o governo para que acolham adequadamente essa população”.

Ainda de acordo com a Cáritas, “a ajuda financeira de R$ 300,00 que alguns solicitantes e refugiados recebem é uma ajuda humanitária, para apoio emergencial, temporário e limitado. (…) por uma questão de limite orçamentário, não pode ser disponibilizada a todos os solicitantes e refugiados e nem pode ser distribuída por tempo indeterminado”.

Em entrevista à agência britânica BBC , o porta-voz do Acnur no Brasil, Luiz Fernando Godinho, afirmou que a entidade reconhece que os recursos direcionados à assistência aos refugiados “não são suficientes”, mas que atua dentro de sua capacidade máxima. Segundo ele, no médio prazo, serão estudados meios para promover uma maior participação de doações do setor privado na assistência aos refugiados.

Já o Ministério da Justiça, por meio de sua assessoria de imprensa, afirmou que em 2012 o Conare repassou R$ 1,2 milhão para auxílio em alimentação e moradia às Cáritas Arquidiocesanas de São Paulo e do Rio de Janeiro e ao Instituto de Migrações e Direitos Humanos. De acordo com o ministério, o montante é o dobro do destinado a essas organizações em 2011.

13/3/2013 13:47
Por Redação, com BBC - do Rio de Janeiro

Notícias sobre a viagem de Lula pela África

 

Lula inicia viagem pela África para garantir laços econômicos e políticos

Former Brazilian President Lula Begins Africa Tour

qua, 13 de mar de 2013

Nairóbi, 13 mar (EFE).- O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva inicia nesta quarta-feira uma viagem pelo continente africano a fim de "compartilhar experiências em políticas públicas e estreitar os laços" entre o Brasil e a África.

O Instituto Lula informou em comunicado que o ex-mandatário visitará, na ordem, Guiné Equatorial, Gana, Benin e Nigéria durante uma semana, até 19 de março, e se reunirá com líderes políticos, empresários e representantes da sociedade civil.

Segundo o texto, durante os dias 15 e 16 de março, nos quais Lula estará em Gana, o ex-presidente "participará de um debate sobre os programas sociais na sede da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO)".

Além disso, o ex-líder brasileiro se reunirá com o ex-presidente ganês John Kufuor, "que em 2011 ganhou, junto a Lula, o World Food Prize, por seu trabalho contra a fome".

No último dia da viagem, Lula terá encontros com empresários nigerianos, literatos do país africano e com o técnico da seleção de futebol da Nigéria, atual campeã continental e que neste ano participará da Copa das Confederações do Brasil.

Além disso, o ex-presidente brasileiro participará de um ato organizado pela revista "The Economist" em Lagos.

No mês passado, a presidente Dilma Rousseff viajou à Nigéria após participar da terceira Cúpula América do Sul-África, realizada em Malabo, na Guiné Equatorial.

Nos últimos anos, o Brasil intensificou notavelmente suas relações comerciais e políticas com os países africanos, e tanto Dilma como Lula visitaram o continente em várias ocasiões. EFE

Jornal de Angola Online

Sexta,
15 de Março 2013
06:26

Lula da Silva está em África

O ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva efectua desde ontem uma viagem pelo continente africano "para compartilhar experiências em políticas públicas e estreitar os laços entre o Brasil e África".
Um comunicado do Instituto Lula informou que, durante uma semana, Lula visita a Guiné Equatorial, o Ghana, o Benin e a Nigéria, e reúne com líderes políticos, empresários e representantes da sociedade civil destes países. O documento indica que entre sábado e domingo Lula da Silva participa num debate sobre os programas sociais na sede da ONU para a Alimentação e Agricultura (FAO), no Ghana.
Ainda no Ghana, indica a nota, Lula da Silva reúne com o ex-presidente John Kufuor, que em 2011 ganhou, com o ex-presidente brasileiro, o World Food Prize pelo seu trabalho contra a fome.
Na Nigéria, Lula da Silva mantém encontros com personalidades do país e participa numa conferência organizada pela revista “The Economist” em Lagos. No mês passado, a presidente do Brasil, Dilma Rousseff, visitou a Nigéria após participar na terceira Cimeira da América do Sul-África, realizada em Malabo. O Governo brasileiro intensificou nos últimos anos as relações comerciais e políticas com os países africanos.

 

Fontes:

http://br.noticias.yahoo.com/lula-inicia-viagem-%C3%A1frica-garantir-la%C3%A7os-econ%C3%B4micos-pol%C3%ADticos-085210096.html

jornaldeangola.sapo.ao/13/68/lula_da_silva__esta_em_africa

Historiador quer elaborar mapas sobre tráfico negreiro no interior

Historiador quer elaborar mapas sobre tráfico negreiro no interior

 

Investigador angolano (à direita) na conferência sobre Simão Kimbangu em Kinshasa

Fotografia: Jornal de Angola

O vice-presidente do projecto internacional “A Rota dos Escravos”, Simão Souindoula, disse ontem em Luanda que o estudo e a elaboração de mapas das diferentes rotas das caravanas do tráfico de escravos do interior para o litoral de Angola é uma das tarefas que vai merecer maior atenção no próximo ano.
O historiador, membro do Comité Científico da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), considerou importante a elaboração dos mapas, cujos trabalhos deviam começar este ano, por permitir mostrar que o tráfico negreiro atingiu não só as populações do litoral, mas todos os territórios que formam a República de Angola.
Os registos sobre o comércio esclavagista realçam as populações “Congo e Angola” para designar os africanos que saíam de Angola, dando primazia aos do litoral, mas “houve escravos nganguela, cuanhama, kuvale, cassanje e de outros grupos etnolinguísticos de Angola, que raramente são mencionados nos documentos do Novo Mundo”, aflorou Simão Souindoula, dizendo que se trata de um assunto importante para o país: “é algo nacional e não só dos povos do litoral.”
As proveniências desses povos, no outro lado do Atlântico, desapareceram e prevalecem os nomes do litoral, como Moçâmedes, Benguela Velha (Kwanza-Sul), Benguela, Luanda, Malembo e Mpinda (Cabinda), referentes às zonas em que eram recolhidos pelas embarcações e “por isso é um assunto que deve merecer a atenção de toda a Nação angolana”.
O historiador considerou um sinal importante, e contra o racismo, a declaração da Assembleia Geral das Nações Unidas, ao consagrar 2011 como Ano Internacional das populações afro-descendentes.
Em declarações ao Jornal de Angola, o historiador, que fazia um balanço das actividades desenvolvidas este ano, disse que a decisão das Nações Unidas teve impacto a nível da diplomacia internacional e visa valorizar e enaltecer as comunidades afro-descendentes.

Balanço positivo
O historiador considerou positivo o balanço das actividades desenvolvidas, com o apoio do Triângulo Turístico e Histórico-Cultural  Kanawa Mussulo, tendo destacado participações em eventos internacionais e nacionais, além da sua dedicação à investigação e documentação científica.
Dissertou sobre temas inéditos, ligados à instalação e evolução no continente americano e no conjunto insular caribenho dos cativos, originários do Reino do Kongo e da colónia de Angola.
Na Universidade Agostinho Neto, em Luanda, e na Universidade 11 de Novembro, em Cabinda, numa iniciativa da Fundação Eduardo dos Santos, expôs uma síntese que revelou o povoamento angolano nas Antilhas Holandesas, consequência da dominação da região, em meados do século XVII, pelos holandeses, o controlo dos cabos “Luyt Hoek” e “Boomtjes Hoek” e a organização das cidades de “Rudolphstadt” e “Grantville”. Na vertente internacional, participou na última reunião do Comité Científico da UNESCO que teve lugar em Bogotá e Cartagena das Índias, na Colômbia, em que uma das decisões saídas foi o fortalecimento da cooperação entre o Projecto da “Rota” e o Triângulo Kanawa Mussulo, em Luanda.
Souindoula referiu também a criação do projecto de montagem de uma galeria sobre “As Rotas angolanas da Escravatura”, apresentado na IV Conferência sobre o Museu Integrativo, que se realizou na Universidade de Witwatersrand, em Joanesburgo, em Junho e Julho.
O historiador participou em Kinshasa e em Nkamba, na Conferência Internacional sobre Simão Kimbangu, subordinada ao tema “O homem, a sua obra e a sua contribuição ao processo de libertação do homem negro” e cooperou, igualmente, no colóquio internacional sobre África, que teve lugar no Canadá, na Universidade de Iorque, sob o lema “África Aqui, África Ali”, em que apresentou o texto “Rei do Congo/Rei de Maracatu ou a forte dinâmica de imanência política africana no espaço atlântico”.
Colaborou no colóquio internacional sobre “As culturas afro-americanas e a música”, em Montevideu, com a comunicação intitulada “Kantika vissungos ou a influência estruturante dos ‘works songs’ na música afro-americana e afro–caribenha”, e não menos importante foi a proposta “As rotas angolanas da escravatura e o turismo de memória dos afro-descendentes”, apresentada na Cimeira Mundial dos Afro-descendentes, nas Honduras, em que sugeriu a classificação da Ilha do Mussulo como património da humanidade.

Francisco Pedro | - 25 de Dezembro, 2011

http://jornaldeangola.sapo.ao/17/65/historiador_quer_elaborar_mapas_sobre_trafico_negreiro_no_interior

Brasil representado na Conferência em Luanda - Angola

A CIDE- CONFERÊNCIA INTERNACIONAL SOBRE DESCENDÊNCIA ESCRAVA Luanda - Centro Internacional das Convenções de Talatona 25 - 27 de março de 2013
Antonio Lucio Angola
foto Jô Muniz
Ao centro o jornalista e historiador Antonio Lúcio, "(ao lado de RuiMucaje diretor da AFROCHAMBER) Antonio Lúcio estará em Angola efetuando uma palestra sobre: "A descendência africana e a dinâmica afirmativa no Brasil"
Reunião na Câmara Municipal de São Paulo, “Mobilização Zulmira Somos Nós”.
 
Com mais um passo nas relações Brasil – Angola ocorrerá a CIDE, numa análise da Diáspora e suas consequências, o jornalista e historiador Antonio Lúcio, falará sobre a dinâmica afirmativa no Brasil, um tema atual e dinâmico, discutido e defendido pelo Movimento Negro, aliados e nossos representantes. Desejamos todo sucesso ao talentoso Jornalista e historiador Antonio Lúcio.
 
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foto Hugo Ferreira
A deputada Leci Brandão presidente da COMISSÃO DE EDUCAÇÃO E CULTURA  na Assémbleia Legislativa de São Paulo – dia 13 de março de 2013
Audiência pública Programa de Inclusão com Mérito no Ensino Superior Público - PIMESP: Como as Universidades Aplicarão as Cotas?
 
A Conferência que ocorrerá em Angola nos dias 25 a 27 de março de 2013, contará com os Conferencistas brasileiros:
Antonio Lucio - Historiador e Jornalista
Solange Barbosa - Diretora da Iniciativa "As Rotas da Liberdade"

25 de março

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PROGRAMA CIENTIFICO

"A descendência africana e a dinâmica afirmativa no Brasil"
Antonio Lúcio, historiador, jornalista, São Paulo, SP- BRASIL

Fonte: Revista Brasil Angol












terça-feira, 12 de março de 2013

Reunião “Mobilização Zulmira Somos Nós”

15 de março 18:30 Câmara Municipal de São Paulo
Quem matou Zulmira Cardoso?
reunião zulmira 2013 (2)
Pauta da reunião
·Continuidade da Mobilização Zulmira Somos Nós;
·Objetivos da Mobilização (além da cobrança de justiça para a tentativa de massacre);
·A Questão Migratória no Brasil atualmente;
·Propostas de atividades sobre 1 ano do assassinato de Zulmira (22 de Maio);
· Definir sobre a participação em Audiências Públicas:
- Comitê contra o Genocídio da Juventude Negra - 19/03 - USP - Direito (17h)
- Dia Internacional Contra o Racismo - ALESP  - 20/03 - Comissão de Direitos. Humanos 
·Outros informes pertinentes