quarta-feira, 3 de julho de 2013

Imigrantes do Mercosul

Acordo do Mercosul sobre imigrantes precisa de fiscalização, diz ministra



Brasília – O Acordo sobre Residência para Nacionais dos Estados-Partes do Mercosul (Brasil, Argentina, Uruguai, Venezuela e Paraguai, suspenso temporariamente do bloco, mais Bolívia e Chile, como associados) é de 2009 e fixa uma série de medidas de proteção para os imigrantes legais no Brasil. A ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Maria do Rosário, defende a implementação e a fiscalização de todos os aspectos contidos no texto, que menciona igualdade de direitos civis e de reunião familiar, assim como os benefícios previdenciários.

Oficinas Bolivianas

“Avançamos tanto na fiscalização do trabalho escravo no Brasil e agora temos de continuar os nossos esforços, só que por novos caminhos”, disse a ministra em entrevista à Agência Brasil.
Dados de autoridades brasileiras referentes a 2010 indicam que, só no Brasil, os bolivianos são cerca de 250 mil, sendo que 200 mil moram em São Paulo e aproximadamente 30 mil são explorados por compatriotas. Há, ainda, os que vivem em Santa Catarina, Mato Grosso e no Rio de Janeiro. Mas a preocupação das autoridades se concentra nos que são vítimas de trabalho análogo à escravidão.
A família de Brayan Yanarico Capcha, de 5 anos, retrata a situação da maioria dos bolivianos que buscam oportunidades no Brasil e que trabalham até 17 horas em fábricas de confecção em São Paulo, segundo relatos. Muitos são atraídos por bolivianos que vivem no Brasil há mais tempo e que prometem uma série de benefícios, como salários elevados, amparo previdenciário e assistência de saúde.
Esses bolivianos recebem por produção e um valor abaixo do salário mínimo. Moram em condições precárias e têm dificuldades com a língua portuguesa. Eles evitam denunciar as irregularidades com medo das ameaças dos compatriotas.
No caso da família e de amigos de Brayan Capcha, os criminosos conseguiram fugir com R$ 4,5 mil das vítimas. Armados com revólveres e facas, os bandidos invadiram o sobrado onde os pais do menino e amigos moram e trabalham. No local vivem mais famílias. Cinco assaltantes usavam máscaras para não serem identificados.
Edição: Juliana Andrade
01/07/2013
Renata Giraldi
Fonte: Agência Brasil








Campanha na África do Sul homenagem a Mandela

África do Sul lança campanha nacional em homenagem a Mandela
No próximo dia 18, data do aniversário do ex-presidente, os sul-africanos devem dedicar "67 minutos de seu tempo" a Nelson Mandela
mandela_bandeira Homenagem
Uma oração ao ex-presidente foi feita em reunião nesta terça-feira no Consgresso Nacional Africano (Foto: AP Photo/Schalk van Zuydam)
Hospitalizado há quase um mês e prestes a completar 95 anos, o ex-presidente da África da Sul e Prêmio Nobel da Paz de 1993,Nelson Mandela, receberá uma série de homenagens no país. O governo lançou uma campanha nacional para que os sul-africanos se inspirem em Mandela e atuem em favor de mudanças positivas. A ideia é que no próximo dia 18, data do aniversário do ex-presidente, os sul-africanos dediquem “67 minutos de seu tempo” a ele, como diz texto da agência pública sul-africana.
Em 2010, a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) declarou 18 de julho como Dia Internacional de Nelson Mandela. A data é dedicada aos esforços feitos por ele em defesa dos direitos humanos e da resolução de conflitos e reconciliação. Mandela foi o principal responsável pelo fim do apartheid (regime de segregação racial) no país.
O presidente da África do Sul, Jacob Zuma, disse que o lema das homenagens é “Aja e inspire a mudança. Faça a cada dia um Dia Mandela”. "Madiba [apelido de Mandela que significa O Conciliador] deixa uma marca indelével na nossa sociedade, tendo supervisionado a transição do apartheid para uma sociedade construída sobre os pilares da democracia e da liberdade”, disse Zuma.
O porta-voz do governo, Phumla Williams, ressaltou que Mandela defendeu, ao longo de sua vida, os compromissos com a Justiça, a igualdade e a África do Sul não racial. "Somos lembrados que temos a responsabilidade de promover a liberdade e defender a nossa democracia para honrar os compromissos dele com esses ideais", disse.
Mandela está internado em Pretória desde o último dia 8, em decorrência de uma infecção pulmonar. Nos últimos dias, o estado de saúde dele se manteve estável e crítico, sem alterações, segundo o governo sul-africano. 
Fonte: AGÊNCIA BRASIL








terça-feira, 2 de julho de 2013

Troca de experiências entre refugiados no Brasil

Encontro promove troca de experiências entre refugiados no Brasil

Encontro
22/06/2013 - 17h19
São Paulo – “Tive uma arma apontada para a minha cabeça, na minha casa. O soldado que decidiu não me matar disse: “Agora se manda, que alguém vai vir terminar o serviço”. Fui para o aeroporto e peguei o primeiro avião, que era para o Brasil”. O relato do artista plástico angolano Bantu Tabasisa narra uma situação ocorrida há 19 anos, quando ele precisou deixar seu país de origem em razão de conflitos políticos e buscar refúgio no Brasil. O Comitê Nacional para Refugiados estima que existam, atualmente, 4.336 refugiados no país, dos quais 1.845 estão em São Paulo.
Hoje (22/6), Dia Mundial do Refugiado, 150 pessoas acolhidas no Brasil participaram de uma atividade de trocas culturais no Serviço Social do Comércio. Apesar da dificuldade com o idioma, colombianos, malineses, congoleses, entre outras nacionalidades, apresentaram brincadeiras características de seus países. Uma jovem congolesa ensinou uma atividade similar ao cabo de guerra, mas que, no Congo, é feita com os próprios participantes.
O grupo que participou das atividades é atendido pela Cáritas Arquidiocesana de São Paulo, que mantém um centro para acolher refugiados no centro da capital paulista. “São populações que chegam muito fragilizadas do processo de transição, seja pelo conflito no país de origem ou pelo próprio percurso. Quando chegam aqui, a dificuldade inicial é a questão da língua”, explicou Maria Cristina Morelli, coordenadora do centro.
Além da assistência social prestada aos refugiados, o centro orienta e presta serviços na área jurídica e de saúde mental. “Muitas vezes, eles chegam e nem sabem que estão no Brasil. As dificuldades são muitas”, apontou. Morelli destaca que a ação inicial é orientá-los a regularizar a situação de refugiados, o que os possibilita obter os direitos da cidadania brasileira. “Quando iniciam o processo, eles adquirem um visto provisório que os permite trabalhar, por exemplo. Eles tiram Carteira de Trabalho e CPF [Cadastro de Pessoa Física]”, explicou.
Foi o que aconteceu com o colombiano Pedro, 40 anos, que pediu para ter o sobrenome omitido. Os conflitos armados no país dele o tornaram perseguido político. “Vim em busca de trabalho. Trouxe minha filha. Agora estamos bem. Pretendo voltar ao meu país, mas só para passear e visitar minha família. Minha mãe pergunta muito se não vou voltar”, declarou. Ele está no país há cinco anos e trabalha como auxiliar de limpeza.
A Agência das Nações Unidas para Refugiados estima que 45,2 milhões estejam deslocadas em todo o mundo, segundo dados de 2012. No último ano, o número aumentou em cerca de 2,3 milhões, na comparação com 2011. A maioria deles vêm de cinco países: Afeganistão, Somália, Iraque, Síria e Sudão. No Brasil, a Angola lidera em número de refugiados, seguida pela Colômbia e Congo.
Camila Maciel
Repórter da Agência Brasil

Fonte Agência Brasil





quinta-feira, 27 de junho de 2013

Documentário Bhambatha a Guerra das Cabeças

Um documentário do último conflito armado contra o colonialismo britânico. O chefe Bhambatha na África do Sul em 1906 da poderosa nação Zulu, foi um dos heróis da infância de Mandela.

A Uhuru Productions sul-africana em 2008, produziu esse filme de 1:15 hrs, que é a continuidade do grito do grande Shaka Zulu:

“É melhor morrer de pé do que viver de joelhos”.

 

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Em 1905, os governantes britânicos da África do Sul, começaram a forçar a poderosa nação Zulu à trabalhar em fazendas de colonos brancos. Para o Chefe Bhambatha, a introdução de um imposto obrigando os Zulus trabalharem para os colonos britânicos foi a gota d'água. Já haviam sido privados de terra, a guerra Anglo-Zulu, a fome e agora sua organização tradicional estava em jogo. A batalha que se seguiu trouxe à tona a força notável da nação Zulu, uma nação novamente em ascensão na África do Sul. Uma história muito relevante, com toques de força definidas pelo grande Shaka Zulu.

Apesar dos desafios colossais colocados por fazer um documentário histórico sobre um orçamento pequeno (R1.6 milhões), Desai estava determinado a reconstruir este evento fundamental no passado da África do Sul com a maior precisão possível. Ele devorou qualquer material escrito sobre a rebelião de 1906, provocada por um imposto cobrado pelas autoridades coloniais sobre os homens negros. "Os últimos dois livros de Jeff Guy – publicados no final de 2006 e início de 2007, ajudou incrivelmente", diz Desai, "sua compreensão da história realmente nos ajudou a construir a narrativa. “Eles também vasculharam arquivos de testemunhos da época, bem como jornais e uma comissão que foi criada para investigar as causas da rebelião”.

Os produtores

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Rehad Desai é o produtor e diretor executivo da Uhuru Productions. Ele começou sua carreira na mídia impressa em 1986, enquanto vivia na Índia. Trabalhou como jornalista freelancer para o jornal Times of Índia por seis meses. Ele então foi para concluir um curso da história que começou em Londres e foi concluir na Universidade do Zimbabwe. Em 1996, Rehad entrou na indústria da TV e do cinema como produtor, onde se concentrou grande parte de sua energia em produções históricas e sócio-política.

O filme em inglês traz fotos e vídeos da época.

Bhambatha: War of the Heads 1906 (Integral - Official)

 

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Revoltas contra os britânicos África do Sul

A Revolta Bambatha 1906 África do Sul, última resistência armada contra o colonialismo.
A Revolta Bambatha revolta Zulu contra o domínio britânico e a tributação em Natal , África do Sul , em 1906. A revolta foi liderada por Bambatha kaMancinza (1860-1906), líder do clã AmaZondi do povo Zulu, que viviam no Vale do Mpanza, um distrito perto Greytown, KwaZulu-Natal .
Guerreiros Zulus
Revolta após a Guerra Anglo-Zulu – Guerreiros Zulus
Nos anos seguintes, à Guerra Anglo-Bôer empregadores brancos em Natal tiveram de recrutar trabalhadores agrícolas negros devido ao aumento da concorrência das minas de ouro de Witwatersrand. As autoridades coloniais introduziram mais £ 1 imposto , além do imposto existente para incentivar os homens negros para entrarem no mercado de trabalho. O rei Bambatha, governava cerca de 5.500 pessoas em 1.100 famílias, foi um dos chefes que resistiram à introdução e cobrança do novo imposto.
O rei Bambata, que chefiou uma rebelião em 1906 - um dos heróis que povoaram a infância de Mandela.
O rei Bambata, que chefiou a rebelião em 1906 - um dos heróis que povoaram a infância de Mandela.
O governo do Natal enviou policiais para cobrar o imposto dos distritos revoltados, e em fevereiro de 1906 dois oficiais brancos foram mortos perto de Richmond, KwaZulu-Natal . Instalaram a lei marcial, Bambatha fugiu para o norte para consultar o Rei Dinizulu , que deu apoio tácito ao Bambatha e convidou-o e à sua família para se refugiarem na fazenda real.
Bambatha Guerreiros
Bambatha retornou ao Vale do Mpanza para descobrir que o governo inglês de Natal o tinha deposto como chefe. Reuniu uma pequena força dos adeptos e começou a lançar uma série de guerrilha ataques, usando a floresta Nkandla como base. Após uma série de sucessos iniciais, as tropas coloniais sob o comando do coronel Duncan McKenzie partiu em uma expedição no final de abril de 1906.
Tropas britânicas
Tropas britânicas armadas com fuzis e metralhadoras.
Uma vez que conseguiu ficar frente a frente, cercaram os rebeldes no Gorge Mome, a vitória britânica na batalha desigual era inevitável, dada a grande disparidade de forças. À medida que o sol se levantou, os soldados coloniais abriram fogo com metralhadoras e canhões, em sua maioria rebeldes armados apenas com os tradicionais azagaias (lanças), e escudos de couro.
Cabeça decapitada pelos ingleses
Cabeça decapitada, seus adeptos acreditam que ele fugiu para Moçambique.
Bambatha foi morto e decapitado durante a batalha, no entanto, muitos de seus partidários acreditam que ele ainda estava vivo, e sua esposa se ​​recusou a entrar em luto. O principal aliado de Bambatha, o aristocrata Inkosi Sigananda Shezi de 95 anos de idade, AmaCube clã Zulu (primo e quase contemporâneo do rei zulu Shaka ) foi capturado pelas tropas coloniais e morreu poucos dias depois.
Chefe Sigananda Shezi amaCube, 96, capturado e humilhado pelas Tropas Coloniais
O chefe Inkosi Sigananda Shezi de 95 anos de idade, preso e humilhado pelos ingleses
Entre 3.000 e 4.000 Zulus foram mortos durante a revolta (alguns dos quais morreram lutando do lado do governo britânico de Natal). Mais de 7.000 nativos foram presos, e 4000 açoitados. O Rei Dinizulu foi preso e condenado a quatro anos de prisão por traição.
REFERÊNCIAS
^ Stuart, J. (1913). história da rebelião Zulu 1906 . London: Macmillan and Co.. 581 pp.
^ Indian Opinion, 1906/06/01, Obras Completas de Mahatama Gandhi, 1905
^ "Sergeant Major Gandhi" . Gandhism.net . 3 de março de 2009 .
Wikipédia



















O Apartheid na África do Sul

O ex-presidente Nelson Mandela foi o grande nome do fim do apartheid na África do Sul. Mas o que foi o apartheid? Sustentado pela ideia da supremacia branca, o apartheid foi um regime de segregação racial estabelecido após as eleições gerais de 1948, quando o Partido Nacional Reunido e o Partido Africâner venceram com a promessa de acentuar a separação entre brancos e negros - herança do período colonial de ocupação holandesa e britânica. As legendas formaram o Partido Nacional, que governaria o país até 1994, quando Mandela chegou à presidência.
Mandela antes da prisão
Mas até Madiba (apelido de Mandela) levar o seu partido, o Congresso Nacional Africano, ao poder a maioria negra da África do Sul viveu anos impossibilitada de uma cidadania plena.
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Segregação cotidiana Até 1950, o Partido Nacional já havia banido o casamento interracial e proibido sul-africanos brancos e negros de manterem relações sexuais. No entanto, as bases para o regime do apartheid -  separação em africâner - seriam instituídas naquele ano com a entrada em vigor da Lei de Registro Populacional, que obrigou os cidadãos a serem classificados entre quatro raças oficiais: bantu (africanos negros), mestiços, brancos e asiáticos (cidadãos de origem indiana e paquistanesa).
Os cidadãos não brancos acima de 18 anos eram obrigados a portar um cartão de identidade que os identificasse por raça para circularem em áreas restritas sob o risco de serem presos caso não o fizessem. Em seguida, uma nova lei estipulou que agrupamentos de pessoas não poderiam contar com múltiplas raças, o que levou a uma reconfiguração populacional baseado em deslocamentos forçados.
Além disso, leis agrárias deram à minoria branca - em torno de 20% da população da época - cerca de 80% das terras do país, além de quase a totalidade das terras férteis e dos recursos naturais. Foram banidas as principais organizações de negros, com o partido Congresso Nacional Africano (CNA) e múltiplos sindicatos, bem como a participação eleitoral dos bantus. Ou seja, os negros sul-africanos não tinham direito de votar, muito menos de se candidatar.
Os serviços públicos foram divididos entre cada uma das raças, o que levou os brancos a terem educação e saúde de primeiro mundo e o restante da população a serviços precários. Como resultado dessas e de outras restrições, o contato entre as raças se limitou ao mínimo necessário e, na prática, somente os trabalhadores negros tinham contato com seus patrões brancos.
Pátrias bantus
O segregacionismo ainda viria a ser intensificado durante em 1959, no governo do primeiro-ministro Hendrik Verwoerd, com sua política de desenvolvimento separado e o ato de autogoverno, que criou dez pátrias independentes para os bantus, que ficariam conhecidos como bantustões. 

Africa do Bantustões 
Todos os negros sul-africanos foram designados como cidadãos de uma dessas áreas. O sistema supostamente dava aos negros totais direitos políticos em seus territórios, mas retiravam deles os direitos na África do Sul. No fundo, a iniciativa queria prevenir que os negros se unificassem em uma organização nacionalista. Com isso, mais de 3,5 milhões de pessoas foram removidas à força de suas casas e transferidas para suas novas pátrias.
Em 1976, crianças negras de Soweto - reduto da maioria oprimida nos arredores de Johanesburgo - foram alvejadas com balas de borracha e gás lacrimogêneo quando protestavam contra o ensino da língua africâner. À repressão segiu-se uma onda de protestos e mais violência contra os negros, fato que atraiu críticas da comunidade internacional e, junto de uma crise financeira, ajudou a romper com a ilusão de que o apartheid trouxe paz e prosperidade para a nação.
Pressão internacional
No mesmo ano, o Conselho de Segurança das ONU impôs um embargo à venda de armas para a África do Sul. Em 1985, o Reino Unido e os Estados Unidos impuseram sanções econômicas ao país. A África do Sul também era impedida de participar dos maiores eventos esportivos mundiais, como os Jogos Olímpicos e a Copa do Mundo de futebol, o que reforçava o isolacionismo do país.

No final de década de 1980, durante o governo de Pieter Botha, o Partido Nacional tentou reformar o regime, abolindo a proibição de casamentos interraciais e a obrigatoriedade dos negros de apresentarem permissões para circular no país.
As tímidas mudanças, no entanto, levaram Botha a renunciar em favor de Frederik de Klerk, que logo viria a repelir a Lei de Registro Populacional e grande parte do suporte legal do regime do apartheid. Em 2 de fevereiro de 1990, De Klerk anuncia que o fracasso do apartheid e põe fim às proibições dos partidos, incluindo o CNA. Nove dias mais tarde, Nelson Mandela deixava a prisão após 27 anos encarcerado.
Mandela e De Klerk
Mandela e De Klerk lideraram um período de negociações que enterrou as bases legais do sistema e para garantir uma transição pacífica do país. Uma nova Constituição entrou em vigor em 1994. As eleições do mesmo ano culminaram com a vitória de Nelson Mandela e a um governo de coalizão da maioria não branca, encerrando oficialmente o sistema do apartheid.
fontes: noticias.terra.com.mundo
         Mubi mubi.com
         http://multipolarfuture.com















quarta-feira, 19 de junho de 2013

A Origem do homem

The Real Eve

Qual a razão de sermos diferentes um dos outros? No documentário ´A Origem do Homem´ entenderemos as respostas para essas e outras questões, utilizando as mais recentes pesquisas nos campos da genética e antropologia.Autor: Discovery Channel       
Duração: 1:31:03

 
 
 
 
 



Muitos cientistas acreditam que os primeiros seres humanos surgiram na África Oriental. Se isso for verdade, por que os humanos são encontrados em quase todos os lugares do mundo?
Qual foi a causa do grande êxodo desses seres humanos? Como conseguiram povoar quase toda a extensão da Terra? Como nossos corpos adaptaram-se com o passar do tempo ao meio ambiente? Descubra de onde viemos em A Origem do Homem.
Realizado pelo “Discovery Channel” e narrado por Danny Glover, o documentário “The Real Eve” conduz-nos por uma viagem no tempo até àquela que terá sido a grande mãe da humanidade - a “Eva genética” - da qual todos descendemos, e cuja origem remonta a África, há cerca de 200 mil anos.
Com um propósito simultaneamente didático e lúdico, o filme consegue responder à questão “Quem nós somos e de onde viemos?”, cruzando o conhecimento de áreas como a genética, a arqueologia e a paleontologia.
Fundamentando os resultados dos cientistas sobre a descoberta da “Verdadeira Eva”, o documentário aborda o conceito de ADN Mitocondrial, transmitido apenas de mãe para filhos, e utilizado para a pesquisa do início das linhagens do ser humano. Através dele, os investigadores conseguiram traçar a génese do homem moderno, assim como os padrões migratórios dos seus descendentes que se espalharam pelo mundo.

Discovery Channel - A origem do homem (The real Eve) Dublado
O filme desmistifica o próprio conceito de “Eva genética”, muitas vezes confundido com a personagem “Eva” relatada no livro do “Génesis” da “Bíblia”. Efetivamente, este termo não indica que a “Eva Mitocondrial” foi a primeira, ou talvez a única mulher existente na Terra, naquela altura. Significa antes que essa foi a única pessoa do sexo feminino capaz de deixar uma linhagem de descendência que chegou até aos dias de hoje, estando no topo da genealogia de todas as pessoas.
Num mundo onde existem vários conflitos étnicos e raciais, este é um documentário especialmente recomendável por demonstrar que, apesar das diferenças, todos estamos ligados pela mesma herança genética.